NÃO É SOBRE A PLR. É SOBRE O CONTROLE POLÍTICO DO SINDICATO


O grupo derrotado nas eleições volta às redes tentando transformar um processo democrático nacional em palanque de desinformação. Não é novidade. Quem perdeu nas urnas tenta sobreviver no grito, na fake news e na política do caos.
Vamos aos fatos.
Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a categoria rejeitou a proposta da PLR do SERPRO. Isso foi respeitado, divulgado e defendido publicamente pelo sindicato. Inclusive, fomos claros ao denunciar:
• a postura autoritária da empresa;
• a ausência de negociação durante todo o ano de 2025;
• a proposta fechada apresentada apenas em janeiro de 2026;
• o reajuste absurdo de quase 30% no plano de saúde;
• os altos valores da RVA da diretoria;
• e a tentativa inadequada de vincular contribuição assistencial à PLR.
Tudo isso foi denunciado pelo sindicato. Publicamente. Sem esconder nada.
O que o Revolution tenta esconder da categoria é outra coisa: a decisão da PLR foi NACIONAL. A maioria das assembleias do país aprovou a proposta. E acordo coletivo nacional não funciona na lógica do “cada um faz o que quer”. Isso não é autonomia sindical. Isso é destruir a negociação coletiva nacional.
Porque democracia não vale apenas quando o resultado interessa ao Revolution.
O mais grave é o cinismo político desse discurso. O mesmo grupo que agora fala em “autonomia” trabalha há anos para retirar o SINDPD-SC da Fenadados e entregar a categoria para a FENATI — uma federação construída com forte apoio político e financeiro externo.
A categoria precisa saber disso.
A campanha milionária do grupo derrotado não surgiu do nada. Advogados viajando semanalmente para Santa Catarina, enxurrada de processos, estrutura jurídica permanente e apoio político vindo de fora tiveram financiamento e sustentação ligados ao SINDPD-SP e ao projeto nacional da FENATI.
E aqui existe uma pergunta que o Revolution nunca responde:
Onde estava o SINDPD-SP na negociação do SERPRO?
Não participou.
Não liderou resistência.
Não organizou enfrentamento.
Abandonou os trabalhadores paulistas do SERPRO.
Mas quer posar de referência para Santa Catarina.
A luta sindical real não se faz em postagem agressiva de rede social. Não se faz fabricando indignação seletiva. E muito menos tentando dividir trabalhadores para atender projeto de federação rival.
Luta sindical se faz com organização, mobilização, presença na base, enfrentamento político e responsabilidade coletiva.
O sindicato não escondeu a rejeição da base catarinense. Pelo contrário: transformou essa insatisfação em denúncia política nacional contra a postura da empresa.
A diferença é que alguns querem construir mobilização.
E outros só querem construir palanque eleitoral permanente.
Quem vive de rede social precisa de conflito.
Quem faz sindicato precisa defender a categoria no mundo real.
A categoria sabe a diferença.






