Acordo PLR do SERPRO é assinado após deliberações em todo o país


As assembleias das trabalhadoras e trabalhadores do SERPRO foram realizadas em todo o país e concluíram o processo de deliberação sobre a proposta apresentada pela empresa. Mesmo com divergências importantes em diferentes bases, o acordo foi assinado, respeitando o princípio democrático da decisão da maioria.
Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a categoria rejeitou a proposta em assembleia, expressando de forma clara a insatisfação com a condução do processo negocial. A posição dessas bases foi resultado de um acúmulo de críticas: durante todo o ano de 2025, a empresa se recusou a negociar a PLR e, apenas em janeiro de 2026, apresentou uma proposta fechada, sem margem de diálogo.
Além disso, pesaram na decisão o contraste com os altos valores previstos para a remuneração variável da diretoria (RVA), o reajuste de quase 30% no plano de saúde e a proposta de desconto de contribuição assistencial vinculada à PLR, considerada inadequada nos termos apresentados.
Apesar dessas contrariedades, a maioria das assembleias nos demais estados aprovou a proposta. Diante desse cenário, e seguindo o funcionamento democrático das instâncias de decisão coletiva, o acordo foi formalizado.
A assinatura não encerra o debate. Ao contrário, evidencia a necessidade de fortalecer o processo de organização e mobilização da categoria para enfrentar práticas que fragilizam a negociação coletiva e impõem propostas sem construção conjunta.
A posição expressa por Santa Catarina e Rio Grande do Sul reforça que há setores organizados da categoria dispostos a questionar, resistir e exigir respeito nas negociações. Esse acúmulo político será fundamental nos próximos processos.
O desafio que se coloca agora é transformar a insatisfação em mobilização concreta, ampliando o debate nacional e fortalecendo a unidade dos trabalhadores para que situações como essa não se repitam.







