Trabalhadores do CIASC reinvindicam ajustes na proposta do governo e querem seguir a negociação

As trabalhadoras e os trabalhadores do Centro de Informática e Automação de Santa Catarina (CIASC) realizaram, nesta terça-feira (28), uma assembleia em frente à sede da empresa, em Florianópolis, para avaliar a proposta apresentada pelo Governo do Estado referente ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2027.
Durante a reunião, os representantes da categoria junto ao SINDPD-SC e os dirigentes da entidade sindical apresentaram e detalharam ponto a ponto a proposta encaminhada pelo governo. O documento prevê, entre outros itens, reajuste salarial de 5,32% a partir de maio de 2025, aumento do vale-alimentação para R$ 1.000,00 em 2025 e R$ 1.200,00 em 2026, além da previsão de encaminhamento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) até dezembro deste ano, com implantação em duas etapas — uma em 2026 e outra em 2027.
Após a explanação, foi aberto um amplo debate entre os participantes, que puderam expressar suas opiniões, esclarecer dúvidas e analisar os impactos da proposta. A avaliação da maioria foi de que, apesar de conter alguns pontos positivos, o texto não contempla as reivindicações da categoria, especialmente em relação à atualização do PCCS — considerado o mais antigo do país, sem revisão há 21 anos.
Os trabalhadores destacaram a importância do plano como instrumento fundamental de valorização profissional e de reconhecimento da trajetória dos servidores do CIASC, que são responsáveis por manter em funcionamento toda a estrutura tecnológica que garante o funcionamento da máquina pública do Estado, prestando um serviço essencial à população catarinense.
Sobre o documento enviado pelo Governo, a categoria afirmou que é necessário esclarecer as propostas, lideranças sindicais presentes na assembleia ressaltaram que “O que não consta nos autos, não existe no mundo jurídico”, destacando a falta de valores exatos, por exemplo, o que não demonstra garantia alguma aos trabalhadores.
Apesar da avaliação ser de que houve avanços no PCCS, ao final da assembleia, a categoria votou pela rejeição da proposta apresentada pelo governo, por ampla maioria. No entanto, os trabalhadores e o sindicato reafirmaram disposição para o diálogo, ressaltando que há pontos passíveis de acordo e que o objetivo é seguir negociando para garantir avanços concretos e valorização real.
O SINDPD-SC reforçou seu compromisso com a categoria e destacou que continuará buscando uma negociação que reconheça a importância dos profissionais de TI e Processamento de Dados de Santa Catarina, que todos os dias fazem o Estado funcionar.








