O GOVERNO ASSINOU. AGORA QUER FUGIR DO ACORDO


O SINDPD/SC realizou nesta terça-feira, 26 de maio, assembleia geral híbrida das trabalhadoras e trabalhadores do CIASC, com participação presencial na tenda do sindicato, em frente à empresa, e também de forma online, reunindo cerca de 100 trabalhadores.
A assembleia ocorreu diante do grave descumprimento, por parte do Governo do Estado, da cláusula do PCCS prevista no ACT 2025-2027.
Depois de 22 anos de espera por um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a categoria segue enfrentando promessas não cumpridas, adiamentos sucessivos e novas manobras para empurrar uma decisão que já deveria ter sido efetivada.
O trabalho técnico foi concluído.
Os estudos foram realizados.
Os prazos foram pactuados em acordo coletivo.
O Governo assinou o ACT.
E agora tenta usar a legislação eleitoral como nova justificativa para fugir do cumprimento do acordo.
O SINDPD/SC reafirma que não há embasamento jurídico para essa narrativa, uma vez que não se trata da criação de um novo benefício, mas do cumprimento de cláusulas já assinadas e com prazo vencido dentro da convenção coletiva.
Na assembleia, duas propostas foram colocadas em votação:
encaminhamento de mediação junto ao Ministério Público do Trabalho;
avanço do indicativo de greve.
A mediação foi aprovada pela maioria. Porém, o forte apoio ao indicativo de greve demonstrou que a situação está se tornando insustentável e que cresce na categoria a indignação diante da postura do Governo.
A categoria está cansada de esperar. Cansada de reuniões sem resultado.
Cansada da política do “daqui a pouco”. Cansada da falta de respeito com quem sustenta diariamente a tecnologia pública de Santa Catarina.
O ALERTA VINDO DA CIDASC E DA EPAGRI
O que aconteceu nesta quarta-feira com as trabalhadoras e trabalhadores da CIDASC e da EPAGRI escancara o verdadeiro projeto do Governo do Estado: ganhar tempo até inviabilizar os PCCS das estatais.
Após meses de negociação e promessas públicas, o Governo anunciou que não irá implantar os planos neste ano, utilizando a legislação eleitoral como justificativa para descumprir acordos e empurrar direitos para um futuro indefinido.
O roteiro é exatamente o mesmo denunciado pelo SINDPD/SC no CIASC:
primeiro a promessa; depois o adiamento; agora a desculpa jurídica.
Enquanto isso, trabalhadoras e trabalhadores seguem sendo desrespeitados.
O que o Governo chama de “prudência” a categoria conhece pelo nome verdadeiro: enrolação.
A verdade é que o Estado assinou compromissos, definiu prazos e agora tenta construir uma saída política para não cumprir aquilo que foi acordado com os trabalhadores.
Os acontecimentos de hoje servem como um duro alerta para o CIASC.
Sem mobilização real, o risco é assistir o PCCS ser empurrado indefinidamente enquanto o Governo aposta no desgaste, no medo e na desmobilização da categoria.
A história mostra que nenhum direito caiu do céu.
Nenhum PCCS foi conquistado pela boa vontade de governo.
E nenhuma categoria avança permanecendo paralisada diante do descumprimento dos seus direitos.
Só a luta muda a realidade. Só a pressão faz governo cumprir acordo.
E sem mobilização, o PCCS corre o risco de virar apenas mais uma promessa enterrada pelo Estado.





