GREVE APROVADA: TRABALHADORES DO CIASC DIZEM BASTA À ENROLAÇÃO DO GOVERNO


As trabalhadoras e os trabalhadores do CIASC aprovaram, por ampla maioria, em assembleia geral realizada de forma híbrida, a deflagração de greve a partir do dia 17 de junho.
A decisão é resultado de um processo de desgaste que se arrasta há meses e tem como principal motivo o descumprimento, por parte da Presidência do CIASC e Governo do Estado, da cláusula do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) prevista no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2025-2027).
Após 22 anos de espera por um novo PCCS, a categoria assistiu ao cumprimento de todas as etapas exigidas pelo próprio Governo. A comissão realizou os estudos técnicos, atendeu às exigências apresentadas, respeitou os limites financeiros estabelecidos e cumpriu todos os prazos definidos. Ainda assim, quando chegou o momento de honrar o compromisso assumido, o Governo optou por criar novos obstáculos e apresentar justificativas que sequer eram apontadas durante todo o processo de construção do plano.
Durante a assembleia, trabalhadores e representantes da categoria denunciaram o que classificam como uma estratégia deliberada de adiamento: a alegação de impedimento por conta da legislação eleitoral, que foi duramente questionada, uma vez que o tema foi debatido diversas vezes ao longo das negociações e jamais havia sido apontado como impedimento para a implantação do PCCS.
A revolta da categoria também cresce diante da falta de respeito com todo o trabalho realizado ao longo dos últimos anos. Foram dezenas de reuniões, estudos, análises técnicas e negociações conduzidas por trabalhadores que dedicaram horas de trabalho, muitas vezes fora do expediente, para construir uma proposta que atendesse aos critérios estabelecidos pelo próprio Estado. Quando tudo estava pronto, veio a tentativa de empurrar novamente a solução para o futuro.
A assembleia também debateu os riscos de mais uma vez confiar apenas em promessas e mediações. Os trabalhadores lembraram que foi justamente a mobilização e a greve realizadas em 2022 que abriram caminho para a construção da comissão do PCCS e para os avanços conquistados até aqui. Sem pressão da categoria, nada avançou. E sem mobilização, nada indica que avançará agora.
A aprovação da greve representa um recado claro ao Governo do Estado: a paciência da categoria chegou ao limite.
Os trabalhadores do CIASC não aceitarão que um acordo assinado seja tratado como peça de ficção. Não aceitarão que o PCCS seja empurrado para a próxima gestão. Não aceitarão que mais de duas décadas de espera sejam descartadas por conveniências políticas ou eleitorais.
A partir de agora, a mobilização entra em uma nova fase.
A greve aprovada pela categoria não é apenas uma resposta ao descumprimento do ACT. É uma defesa da palavra empenhada, do respeito à negociação coletiva e da valorização dos trabalhadores que, há mais de 50 anos, garantem o funcionamento da tecnologia pública em Santa Catarina.
Chegou a hora de transformar indignação em mobilização.
PCCS JÁ!
Cumpra-se o ACT!
Greve a partir de 17 de junho!
Porque nenhum direito é conquistado esperando. Direitos são conquistados lutando.






