DEMOCRACIA NÃO É VALE-TUDO: SINDPD/SC REPUDIA ATAQUES E REAFIRMA RESPEITO ÀS DECISÕES DA CATEGORIA


O SINDPD/SC repudia as acusações e ofensas que vêm sendo divulgadas contra a entidade, seus dirigentes e trabalhadores após a Assembleia dos trabalhadores de TI do setor privado de Santa Catarina.
Discordar é legítimo. Fazer oposição é legítimo. Criticar a direção sindical é legítimo. Transformar divergência política em ataques pessoais, acusações e expressões ofensivas como “jagunços” não é debate democrático.
Diante do conteúdo divulgado pelo grupo Revolution, alguns fatos precisam ser restabelecidos.
VAMOS RECORDAR?
Antes de o grupo Revolution tentar transformar medidas de segurança em uma suposta “ditadura”, é preciso lembrar por que essas medidas se tornaram necessárias.
Em uma assembleia do SINDPD/SC, houve presença de pessoas de fora da base de representação da entidade tentando participar e interferir em deliberações que pertenciam aos trabalhadores representados pelo Sindicato. O SINDPD/SC também registrou episódios de intimidação e tumulto, inclusive com a presença de pessoas e representantes vindos de fora de Santa Catarina.
Foi diante desse cenário que o Sindicato precisou adotar e reforçar medidas de segurança para proteger suas assembleias e assegurar que os trabalhadores legitimados a participar pudessem discutir, questionar, esclarecer dúvidas e votar livremente, sem intimidação ou interferência externa.
Portanto, chamar trabalhadores, dirigentes ou profissionais responsáveis pela segurança de “jagunços” não apaga os fatos que levaram a entidade a reforçar a proteção de suas instâncias deliberativas.
Segurança não é intimidação. Proteger uma assembleia de interferências externas não é autoritarismo. É garantir que a decisão pertença a quem efetivamente integra a categoria.
PRAZO PERDIDO NÃO É CERCEAMENTO
Também é preciso colocar cada responsabilidade no seu devido lugar.
As datas de inscrição, os documentos exigidos e os procedimentos para participação na Assembleia foram divulgados previamente e com antecedência para toda a categoria. Todos os trabalhadores interessados estavam submetidos às mesmas regras.
O pré-cadastro foi aberto em 15 de setembro, e a convocação para a Assembleia de 29/09 informou expressamente que as inscrições permaneceriam abertas até 25/09, com a necessidade de apresentação da CTPS para comprovação do vínculo.
Se integrantes ligados ao Revolution perderam prazo ou deixaram de apresentar corretamente a documentação exigida, isso não transforma uma regra aplicada a todos em perseguição política ou cerceamento.
Situação semelhante já ocorreu durante o processo eleitoral: existem calendário, prazos, documentação e procedimentos que precisam ser respeitados por todos. Ser oposição não concede privilégio para ignorar regras e, depois, responsabilizar a entidade pelas consequências do próprio descumprimento.
Não é razoável cumprir uma regra quando ela convém e, quando se perde um prazo ou falta documentação, acusar o Sindicato de impedir participação.
Nenhum trabalhador da categoria deve ser impedido de participar por discordar da direção sindical, fazer críticas ou integrar a oposição. Da mesma forma, nenhum grupo pode exigir tratamento diferenciado em relação aos demais trabalhadores.
COMPROVAR QUE É DA CATEGORIA NÃO É “CADEADO VIRTUAL”
A comprovação do vínculo profissional tem uma finalidade objetiva: garantir que decisões sobre salário, jornada, benefícios e direitos sejam tomadas pelos trabalhadores efetivamente representados pelo SINDPD/SC.
Se já houve tentativa de participação de pessoas estranhas à base nas instâncias deliberativas da entidade, seria irresponsável simplesmente abrir uma assembleia virtual para qualquer pessoa acessar e votar.
Exigir identificação e comprovação de pertencimento à categoria não é colocar um cadeado na democracia. É impedir que terceiros decidam aquilo que cabe aos trabalhadores de TI.
OPOSIÇÃO É DIREITO. OFENSA NÃO É ARGUMENTO.
O SINDPD/SC reconhece e respeita o direito à oposição sindical. Ela faz parte de qualquer entidade democrática.
O que não pode ser naturalizado é transformar divergências em uma sucessão de ataques pessoais, ofensas e tentativas de desqualificação da entidade e de seus dirigentes.
O grupo Revolution possui seus próprios espaços para divulgar posições, organizar seus integrantes, fazer oposição e disputar democraticamente os rumos do Sindicato.
O grupo do SINDPD/SC e as assembleias da categoria, porém, não serão transformados em plataforma permanente de campanha político-eleitoral.
Críticas continuarão sendo admitidas. Questionamentos continuarão sendo respondidos. Divergências continuarão fazendo parte do debate.
Mas democracia sindical não significa ausência de regras, e liberdade de expressão não significa licença para ofender.
QUEM DECIDIU FOI A CATEGORIA
E há um fato que nenhuma tentativa de desviar o debate deveria esconder.
Na Assembleia realizada em 29 de setembro, os trabalhadores de TI do setor privado de Santa Catarina analisaram a proposta patronal, debateram seus pontos e a rejeitaram por ampla maioria.
Mais do que isso: os próprios trabalhadores construíram e aprovaram uma contraproposta para a continuidade das negociações da Campanha Salarial 2026/2027.
É para isso que existe uma assembleia sindical.
Para informar. Para debater. Para discordar. Para construir propostas. E, ao final, para que os trabalhadores decidam.
O SINDPD/SC continuará garantindo esse espaço.
Democracia sindical se faz com participação, debate, respeito, regras e voto.
Crítica se responde com argumento.
Divergência se enfrenta no debate.
Ofensa não substitui fatos.
E quem decide os rumos da categoria são os trabalhadores.








