CIASC EM LUTA: CATEGORIA DECIDE INTENSIFICAR MOBILIZAÇÃO APÓS NOVO ATRASO DO PCCS


A assembleia dos trabalhadores e trabalhadoras do CIASC realizada ontem (11/05), teve um objetivo central: mobilizar a categoria diante do descumprimento, por parte do Governo do Estado, do prazo de deliberação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
Após 22 anos com um plano de carreira defasado, um dos mais antigos entre as empresas públicas de tecnologia do país, a categoria acompanha mais um episódio de atraso e indefinição, mesmo após todo o trabalho técnico realizado pela comissão do PCCS.
Durante a assembleia, foram repassadas informações sobre a reunião da comissão com o Grupo Gestor de Governo (GGG) e a Secretaria de Estado da Administração. Segundo os informes apresentados, ficou evidente que o atraso na deliberação é de responsabilidade do próprio Governo, que não cumpriu o prazo estabelecido no ACT 2025-2027.
A comissão do PCCS realizou todo o trabalho técnico mais complexo: construiu a proposta dentro dos limites financeiros impostos pelo Governo, organizou a distribuição dos recursos e buscou corrigir distorções históricas provocadas pelo plano de carreira de 2004.
O objetivo da proposta sempre foi reduzir desigualdades internas, corrigir anomalias salariais e garantir que trabalhadores que ficaram anos travados em topo de carreira ou com salários muito defasados pudessem voltar a ter perspectiva de crescimento profissional por mérito e antiguidade.
Segundo os relatos apresentados na assembleia, o próprio Grupo Gestor reconheceu a qualidade técnica do trabalho realizado. Ainda assim, o Governo segue questionando pontos já debatidos pela comissão, especialmente relacionados ao teto salarial e à recomposição de trabalhadores que ficaram historicamente defasados.
Para a categoria, o cenário demonstra uma tentativa de prolongar o processo e evitar assumir politicamente alterações ou cortes que poderiam gerar desgaste ao Governo.
Outro ponto debatido na assembleia foi a denúncia de situações de assédio institucional no ambiente de trabalho. A fala reforçou a necessidade de enfrentar práticas de pressão, perseguição e desrespeito aos trabalhadores do CIASC.
Diante desse cenário, a assembleia deliberou pela intensificação da mobilização da categoria.
A primeira grande ação será a participação na mobilização unificada das empresas públicas estaduais no dia 14/05, reunindo trabalhadores da EPAGRI, CIDASC, CEASA e CIASC em defesa do PCCS, da valorização profissional e do fortalecimento das empresas públicas catarinenses.
A avaliação da categoria é clara: não falta debate, não falta estudo técnico e não falta proposta construída. O que falta é o Governo cumprir os prazos assumidos e parar de adiar uma demanda histórica dos trabalhadores.
A luta segue. E a mobilização vai crescer.







