TRABALHADORES DA RESOURCE TECNOLOGIA DECIDEM PARAR! ASSEMBLEIA APROVA GREVE PARCIAL EM SANTA CATARINA


Diante dos atrasos salariais, denúncias de irregularidades trabalhistas e falta de respostas da empresa, trabalhadores aprovam paralisação no período da tarde. SINDPD/SC encaminhará as notificações oficiais da greve.
Os trabalhadores da Resource Tecnologia e Informática Ltda. decidiram parar! Em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quinta-feira (15), os profissionais aprovaram a realização de greve parcial, em resposta aos atrasos salariais, ao descumprimento de obrigações trabalhistas e à ausência de respostas da empresa.
A assembleia, realizada virtualmente pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados de Santa Catarina (SINDPD/SC), reuniu trabalhadores terceirizados que enfrentam uma situação de insegurança financeira diante da falta de regularidade nos pagamentos.
Entre as denúncias apresentadas estão salários e benefícios atrasados, ausência de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde janeiro de 2026 e falta de informações concretas sobre a regularização das pendências.
A decisão é uma resposta coletiva de trabalhadores que não aceitam continuar pagando a conta de uma crise empresarial que não provocaram.
Greve parcial aprovada: trabalhadores vão interromper atividades à tarde
Durante a assembleia, os participantes aprovaram a realização de greve parcial, com manutenção das atividades no período da manhã e paralisação durante a tarde.
Também foi deliberada a manutenção da assembleia em aberto, permitindo novas discussões e encaminhamentos conforme o andamento do movimento.
Os trabalhadores autorizaram o SINDPD/SC a representá-los nas tratativas administrativas relacionadas ao conflito.
O sindicato encaminhará as notificações oficiais à Resource Tecnologia e aos responsáveis pelos contratos envolvidos, observando os procedimentos legais necessários para a realização da greve.
A data de início e os detalhes da paralisação serão comunicados após a formalização dos encaminhamentos.
Sindicato tentou negociar, mas empresa não respondeu
A decisão pela greve ocorre após diversas tentativas frustradas de negociação.
O SINDPD/SC procurou coordenadores e diretores da Resource Tecnologia por WhatsApp e e-mail, cobrando esclarecimentos e soluções para os problemas denunciados pelos trabalhadores. Entretanto, não obteve respostas.
Os profissionais também relatam dificuldades para conseguir informações sobre os pagamentos. Segundo os depoimentos recebidos, a comunicação ocorre principalmente por intermédio da gerência de operações, sem previsões concretas para a regularização dos valores devidos.
Não existe negociação quando a empresa sequer responde à representação sindical. E o silêncio não paga as contas dos trabalhadores.
Sindicato buscará diálogo com o Município de Balneário Camboriú
Entre os encaminhamentos da assembleia está a busca por uma reunião com a fiscalização do contrato e a Procuradoria do Município de Balneário Camboriú, para discutir a situação dos profissionais e as providências cabíveis.
A Resource integra o Grupo Qintess, que apresentou pedido de recuperação judicial em setembro de 2026. Entretanto, a situação financeira do grupo não afasta as obrigações trabalhistas nem elimina a responsabilidade de buscar soluções para os pagamentos devidos.
O SINDPD/SC seguirá acompanhando o conflito, prestando orientação aos trabalhadores e organizando os próximos passos da mobilização.
Trabalhadores unidos na defesa de seus direitos
A aprovação da greve parcial representa um passo importante na organização coletiva dos trabalhadores da Resource Tecnologia em Santa Catarina.
O sindicato permanece aberto à negociação, mas exige respostas concretas, regularização dos salários e benefícios e cumprimento das obrigações relativas ao FGTS.
Os trabalhadores não estão pedindo privilégios. Estão exigindo aquilo que já lhes pertence por direito.
A decisão tomada em assembleia demonstra que a categoria está disposta a se mobilizar para garantir o respeito às suas reivindicações.
SALÁRIO É DIREITO. FGTS É OBRIGAÇÃO. E TRABALHADOR NÃO É BANCO PARA FINANCIAR CRISE EMPRESARIAL!








