Mercado Livre adota postura antissindical, se recusa a negociar com o sindicato após demissões em massa

23 de jan. de 2026

23 de jan. de 2026

Mercado Livre adota postura antissindical, se recusa a negociar com o sindicato após demissões em massa
Mercado Livre adota postura antissindical, se recusa a negociar com o sindicato após demissões em massa
Mercado Livre adota postura antissindical, se recusa a negociar com o sindicato após demissões em massa

O SINDPD/SC vem a público denunciar de forma firme e categórica a postura antisindical do Mercado Livre (MELI), que, após promover demissões em massa, se recusa a negociar coletivamente com o sindicato, atacando direitos e desrespeitando a organização dos trabalhadores.

As demissões atingiram mais de 100 trabalhadores na América Latina, com impacto direto sobre um setor majoritariamente composto por mulheres, muitas delas mães solo e PCDS, especialmente na área de Tecnologia – UX (Experiência do Usuário), setor de Conteúdo. Ao promover cortes coletivos justamente em um setor feminizado, o MELI escancara sua política de gestão excludente e socialmente irresponsável.

Diante das demissões, o SINDPD/SC buscou imediatamente abrir negociação coletiva, como é dever de qualquer empresa que respeita as relações democráticas de trabalho. O sindicato realizou diversas tentativas de contato, por meio de ligações telefônicas e mensagens via WhatsApp, com o objetivo de construir uma solução coletiva, transparente e que garantisse direitos mínimos aos trabalhadores demitidos.

A resposta do Mercado Livre foi negativa e inaceitável.
A representante de Relações Sindicais da empresa, Vanessa Soares, informou ao sindicato que o MELI não realizará negociação coletiva. Segundo a empresa, qualquer tratativa será conduzida apenas de forma individual, por meio de Railton Costa Carvalho, Legal Corp Sr Manager da empresa.

Essa postura caracteriza uma conduta antisindical grave, que busca isolar os trabalhadores, enfraquecer a organização coletiva e esvaziar deliberadamente o papel do sindicato, afrontando princípios básicos do direito do trabalho e da liberdade sindical.

Paralelamente a essa recusa de negociação coletiva, o SINDPD/SC denuncia que o Mercado Livre tentou impor aos trabalhadores demitidos a assinatura de um documento abusivo, apresentado como termo de rescisão. Diante da gravidade do conteúdo, o sindicato precisou agir de forma imediata e emergencial, orientando os trabalhadores a não assinarem qualquer documento sem análise e orientação sindical, evitando prejuízos irreversíveis.

O SINDPD/SC reafirma que não aceitará negociação individual imposta, especialmente em um contexto de demissão em massa, em que os trabalhadores se encontram em situação de extrema vulnerabilidade. A recusa do MELI em dialogar com o sindicato revela uma escolha consciente por atacar direitos, silenciar vozes e desrespeitar a representação legítima da categoria.

O sindicato seguirá firme na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras de TI, denunciando publicamente essa postura antisindical e adotando todas as medidas políticas, sindicais e legais cabíveis para proteger a categoria.

Aos trabalhadores do MELI, reafirmamos: vocês não estão sozinhos.
Ao Mercado Livre, o recado é direto: o SINDPD/SC não recuará.

Seguiremos lutando. Sindicato forte é proteção real para a categoria.


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Atuando na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores da área de TI em SC.

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