CAMPANHA SALARIAL DO SETOR PRIVADO: ONDE ESTÁ A RESPONSABILIDADE DO PATRONAL DO TI COM A MOBILIDADE URBANA?

19 de out. de 2012

19 de out. de 2012

Responsabilidade patronal TI mobilidade urbana
Responsabilidade patronal TI mobilidade urbana
Responsabilidade patronal TI mobilidade urbana

O SINDPDSC está publicando matérias diárias sobre a pauta de reivindicações dos trabalhadores do setor privado. Cada dia uma clausula será comentada. Acompanhe diariamente nosso site. Opine em nosso e-mail!

No Brasil impera uma lógica de transporte urbano que beneficia somente os empresários e não os trabalhadores. Em primeiro lugar, o sistema de transporte público foi pensado apenas para transportar os trabalhadores da casa para o trabalho e do trabalho para a casa e mesmo assim de forma muito precária. As linhas de ônibus são sempre mais abundantes nos horários de entrada e saída da maioria das empresas (dito horário comercial). Nos finais de semana ou períodos noturnos os horários são sempre mais escassos desestimulando o lazer.

Em segundo lugar, o transporte público na verdade não é público, mas sim um monopólio privado operado e comandado por empresas privadas. Desse modo, impera a lógica produtivista: quanto mais trabalhador por ônibus, mais a catraca roda e mais os empresários do transporte lucram, mesmo que isso seja desconfortável para quem é transportado. Quanto aos demais empresários, os aborrecimentos dos trabalhadores com o caos do transporte público pouco importa: o tempo gasto no trajeto não é reconhecido como jornada de trabalho para fins de remuneração salarial, se atrasa o patrão pode descontar e a lei também não responsabiliza os patrões a viabilizarem e financiarem todo o transporte de seus trabalhadores para ao menos trabalhar e voltar para casa.

Em terceiro lugar, no Brasil impera uma lógica atrasada de desenvolvimento que pensa apenas no imediato. Diante desse tipo de transporte público que maltrata o trabalhador a única “alternativa” oferecida são os financiamentos para o transporte individual (carro e moto). Assim, as ruas e avenidas não suportam o entupimento das vias. Pesquisa recente mostrou que em São Paulo o transporte individual ocupa 78% do espaço das vias para transportar apenas 28% da população, enquanto os ônibus ocupam 8% das vias e transportam 68% da população. Em cidades como Blumenau, Criciúma e Florianópolis o princípio é o mesmo.

Toda essa lógica tem uma racionalidade econômica que beneficia somente os patrões e faz aumentar seus lucro. O caos do transporte público acaba sendo um grande negócio e muito lucrativo para todos os empresários. Lucram as automobilísticas que vendem carros e motos, lucram os bancos que fazem você se endividar, lucram as construtoras e empreiteiras com a construção sem parar de estradas, viadutos e túneis e lucram os especuladores imobiliários que jogam pra cima o preço dos terrenos e imóveis. Esses empresários, por sua vez, fazem movimentar o trabalho de outros empresários: o do aço, do concreto, do plástico, do software, do maquinário, das consultorias e etc.

As cidades ficam cada vez mais estressantes, dentro e fora da jornada de trabalho, e o pior é que trabalhamos feito loucos para sustentar tudo isso com nossos salários. O caos do transporte público nos faz perder em qualidade de vida e saúde. Perdemos em acesso a áreas públicas de lazer e sobem os preços dos aluguéis e moradias. Perde o meio ambiente com um volume enorme de lixo produzido (principalmente pela construção civil e a indústria) e com redes de saneamento que não suportam o adensamento populacional ou são secundarizadas.

Precisamos inverter a lógica disso tudo, onde são os trabalhadores que pagam a conta e não se beneficiam com nada. O transporte, na sociedade atual, é um benefício acima de tudo para os empresários. Lembre-se que quando saímos de casa para trabalhar quem lucra com nosso trabalho é o patrão. Quando saímos de casa para passear, nos divertir ou viajar quem lucra também são as empresas. Quando saímos de casa para estudar quem lucra também é o empresário que tem uma mão de obra mais qualificada e produtiva.

Que os empresários assumam o vale transporte sem descontar do trabalhador é o mínimo que podem fazer para começarmos a mudar as coisas. Até agora os patrões se negaram a atender a clausula 6ª da pauta de reivindicações dos trabalhadores de TI. Vamos exigir que os empresários do TI atendam! É nosso direito!

CLÁUSULA 6a. VALE TRANSPORTE

As empresas entregarão o vale transporte aos trabalhadores que dela necessitem para o deslocamento ao trabalho, mensal ou quinzenalmente, sempre até o último dia útil do mês ou, da quinzena anterior.

Parágrafo único. O vale transporte será oferecido pela empresa sem desconto de valores por parte do empregado.

Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados de Santa Catarina

Atuando na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores da área de TI em SC.

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