2ª Plenária Nacional da FNI: Resistência e mobilização dos trabalhadores garantiram conquistas em 2011

17 de jan. de 2012

17 de jan. de 2012

Plenária FNI conquistas 2011
Plenária FNI conquistas 2011
Plenária FNI conquistas 2011

ENCONTRO INICIOU COM DEBATE SOBRE CONJUNTURA POLÍTICA E ECONÔMICA

 

Debate sobre conjuntura política e econômica

Para Mauro Puerro (na foto, em pé), diretor do SINPRO/Guarulhos (sindicato dos professores do setor privado) e membro da CSP-Conlutas, a autonomia e a independência dos trabalhadores são prioritárias para obter avanços frente à estagnação da economia e a crise capitalista. Este foi o debate na manhã deste sábado (14/01) na 2ª Plenária Nacional da FNI (Frente Nacional de Informática), no Rio de Janeiro.

A primeira atividade do encontro da FNI apimentou a discussão entre os trabalhadores e sindicalistas da área de TI (Tecnologia da Informação). Puerro fez uma breve análise da crise financeira e do fim do atual ciclo do capital - que iniciou na década de 90 com o Neoliberalismo e encerra com a crise instalada a partir de 2008. Este ciclo se baseou na flexibilização dos direitos dos trabalhadores e da população em geral, contando para isso com a ajuda de muitos sindicatos.

O sindicalista considera que o cenário atual é subproduto da crise financeira de 2008. No entanto, diferentemente de há quatros anos atrás, os governos hoje não têm mais dinheiro para salvar bancos e empresas, como anteriormente. O endividamento mundial das pessoas e dos governos chega a corresponder a 10% do PIB mundial (Produto Interno Bruto), mas pode chegar a 25%. Outra diferença é que, se em 2008 o centro da crise eram os Estados Unidos, a bola da vez é a União Européia.

[caption id="attachment_978" align="aligncenter" width="300" caption="Abertura do encontro. Na foto, em pé, trabalhadores do RS, SC, RJ, BA, SE, SP e Brasília"][/caption]

Para a população e os trabalhadores, a forma de o capital enfrentar a sua crise e manter a sua margem de lucro os afetam diretamente, diz Mauro. Atualmente o salário médio está estagnado nos países centrais, mas os economistas prevêem que deve reduzir. Pela primeira vez, desde 1948, os jovens serão mais pobres do que a geração anterior, os seus pais. O sindicalista também alerta para os ataques à Previdência e a redução do acesso gratuito à educação.

Brasil: Em nome da crise e do pagamento da dívida, mais arrocho para os trabalhadores

No país, o pagamento da chamada dívida pública é o que vem custando caro aos trabalhadores. O governo de Dilma Rousseff cortou recentemente R$ 50 bilhões no orçamento. Corte maior do que o feito pelo Governo Lula em 2008. Ao mesmo tempo, no ano passado, 49,16% do orçamento da União (praticamente a metade) foi destinado ao pagamento da dívida pública – tendência que deve prosseguir em 2012, em que a previsão é de destinar 48% do orçamento para a dívida.

Para os trabalhadores, especialmente os servidores e funcionários públicos – entre eles, o Serpro e a Dataprev, a política do governo federal deve ser dura, de arrocho salarial. Para implementar esta política, alerta o sindicalista, o governo irá contar com os sindicatos “parceiros”, que já deixaram há tempos de representar os interesses dos trabalhadores. Mas também resistência dos trabalhadores, como a FNI. “As categorias que mais se mobilizaram e mantiveram a independência, mais conquistaram. Nesse aspecto, a organização independente será fundamental nesse período”, avalia Puerro.

TRABALHADORES TAMBÉM AVALIARAM A PRIMEIRA CAMPANHA SALARIAL ALTERNATIVA

Mesa da assessoria jurídica

A tarde de sábado foi destinada à avaliação da primeira campanha salarial alternativa organizada por sindicatos, OLTs, diretores da ANED (Associação Nacional dos Empregados da Dataprev) e a FNI (Frente Nacional dos Trabalhadores em Informática). No primeiro momento, trabalhadores da Dataprev de SC, SP, PB, RJ, RS e RN, que estavam presentes no encontro, relataram como se deu a organização da greve e analisaram seus efeitos para a categoria.

Foi consenso, entre os colegas, que a greve teve papel fundamental para os avanços econômicos - embora pequenos - obtidos no TST (Tribunal Superior do Trabalho). No entanto, o principal ganho aconteceu junto aos trabalhadores, que se fortaleceram e se animaram com o movimento.

Já os trabalhadores do Serpro presentes no encontro ponderaram que, na campanha salarial de 2011, a postura da categoria ainda foi reflexo do acordo prejudicial de compensação da greve assinado entre a direção da empresa e a Fenadados. Mesmo com todas as dificuldades, os trabalhadores ainda se mobilizaram nos estados, com uso de balões pretos nos locais de trabalho, paralisações etc.

Tanto no Serpro quanto na Dataprev ficou claro a importância de ampliar a união e iniciar a mobilização dos trabalhadores dos estados desde o início do ano a fim de iniciar com força a campanha salarial deste ano.

Jurídico também faz balanço de 1º ano da FNI 

No final da tarde, o advogado Aderson Bussinger, assessor jurídico da FNI e Delcio Caye, assessor do Sindppd/RS, analisaram os avanços e os empecilhos enfrentados no primeiro ano da campanha salarial alternativa. Também apontaram os desafios para este ano, entre eles expandir nos estados a rede de advogados da FNI.

O domingo, segundo e último dia da 2ª Plenária Nacional da FNI, irá definir os eixos da campanha salarial deste ano. Aguarde mais informações.

Fonte: http://www.fnialternativa.blogspot.com/

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Atuando na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores da área de TI em SC.

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